CRIO soma 20 mil visitantes e mais de 400 eventos em dois anos

Criciúma (SC)

Já são mais de 730 dias de portas abertas no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). São dois anos desde a inauguração do espaço que neste tempo se tornou peça-chave para o crescimento e a inovação no Sul do estado. O que antes era expectativa, hoje é movimento. Ideias ganham forma, conexões se transformam em negócios e a inovação passa a fazer parte do cotidiano de empresas, empreendedores e instituições.

Em apenas dois anos de história, sob gestão da Unesc, os números já mostram como o ecossistema se integrou ao espaço físico e ao movimento gerado pelo Centro. Neste tempo, mais de 20 mil pessoas passaram pelo CRIO,  espaço que abriga atualmente 27 startups incubadas e mais de 70 negócios em pré-incubação em 2025. E em 2026 já são 25 novos na pré-incubação.

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Sob gestão da Unesc, o Centro, que conta com uma estrutura de sete mil metros quadrados, se firma como um verdadeiro articulador do ecossistema, conectando talentos, tecnologia e oportunidades em um ambiente que pulsa desenvolvimento.

“Fazer a governança desse importante equipamento é sinônimo de responsabilidade, especialmente para assegurar sua manutenção e a oferta qualificada de todos os serviços inerentes à sua atividade. Desde que a Unesc passou a responder pela gestão do CRIO,  temos conduzido esse compromisso com seriedade, preservando a essência do Centro de Inovação Criciúma: conectar o ecossistema regional de inovação, capacitar pessoas em empreendedorismo e inovação, produzir conhecimento e oferecer soluções para fortalecer os negócios atuais e futuros”, destacou a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes. 

Para a região, conforme a gestora, celebrar esta data é reconhecer a relevância de um espaço que atua como ponto de conexão entre a Universidade, o mercado, o poder público e as empresas, criando um ambiente em que ideias se transformam em soluções concretas. “Ver o CRIO em constante movimento, com pessoas circulando, ideias ganhando vida e novos negócios surgindo, é algo transformador e que reforça a certeza de que estamos no caminho certo”, complementou Gisele.

A intensa agenda também reforça esse movimento. Foram 455 eventos realizados no período, incluindo quatro internacionais e nove iniciativas viabilizadas com captação de recursos, por meio do Escritório de Projetos. 

Estrutura moderna que se adapta às necessidades

A estrutura do CRIO reúne auditórios, salas de treinamento, coworking, espaços de convivência e ambientes voltados à conexão entre pessoas e ideias. Atualmente, o espaço abriga 10 empresas residentes que desenvolvem soluções em áreas como gestão, automação, saúde, inteligência artificial, meio ambiente, transporte e serviços jurídicos, além de ainda contar com vagas abertas para novos negócios. 

“Hoje, a gente olha para esse espaço e vê transformação acontecendo de verdade. São pessoas que chegam com uma ideia e encontram aqui apoio, vínculos e coragem para seguir. O CRIO tem esse papel de acolher, de impulsionar e de mostrar que é possível”, acrescentou Gisele.

Para a reitora licenciada e secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, o CRIO evidencia, na prática, a força da união entre conhecimento, pessoas e propósito. “O nosso Centro de Inovação mostra o que acontece quando diferentes áreas se conectam com um objetivo em comum. É um espaço que abre portas, cria oportunidades e faz com que boas ideias encontrem caminhos reais para crescer”, afirma.

Segundo Luciane, acompanhar esse movimento de perto, com empresas surgindo, se desenvolvendo e gerando impacto, é motivo de satisfação. “O CRIO é um equipamento que a região precisava para impulsionar o ecossistema de inovação. Ele vem cumprindo esse papel com o apoio da governança e da expertise da Universidade, contribuindo diretamente para que esse ecossistema cresça, se desenvolva, ganhe maturidade e ajude a projetar ainda mais o desenvolvimento da região”, completa.

“Este tem sido um dos símbolos de Criciúma com a inovação e a geração de oportunidades. O espaço cumpre um papel importante na conexão entre ideias, projetos e pessoas, contribuindo para o desenvolvimento da cidade”, ratificou o prefeito de Criciúma e presidente Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Vagner Espíndola.

Onde as conexões viram negócios

O CRIO se tornou um ambiente onde encontros geram oportunidades reais. É nesse cenário que está a Zorte, startup que desenvolve um software de gestão para transportadoras.

De acordo com o cofundador da empresa, Arthur Francioni, a ideia surgiu da vivência direta com os desafios do setor. “A gente viu de perto uma realidade em que as empresas precisavam usar vários sistemas ao mesmo tempo, sendo um para emissão de documentos, outro para o financeiro e até planilhas paralelas. No fim do mês, faltava clareza sobre o que estava acontecendo no negócio”, explica.

A proposta da Zorte foi justamente simplificar esse cenário. A startup desenvolveu um sistema de gestão de transporte (TMS) que integra, em um único ambiente, as operações fiscais, financeiras e operacionais. A entrada no CRIO marca um novo momento para a empresa. Além da infraestrutura, o espaço, segundo ele, tem proporcionado conexões e oportunidades que impactam diretamente no desenvolvimento do negócio. 

“Os primeiros avanços que a gente teve foi a troca com outras startups do ecossistema, o contato mais próximo com o ambiente de inovação da região impulsiona ainda mais a nossa startup. Estar cercado de outras empresas de tecnologia, participando de palestras e eventos, acompanhando o crescimento de outras startups junto com a nossa, isso acelera muito o aprendizado”, observa ele.

Para o empreendedor, ingressar em um espaço como o CRIO representa um atalho importante para quem atua com tecnologia. “Empreender já é desafiador por si só. Quando você tem um ecossistema que te apoia, troca conhecimento e abre portas, você encurta caminhos e ganha velocidade no crescimento”, pontua.

Ecossistema inteligente de desenvolvimento físico e mental

Incubada há cerca de um mês no CRIO, a Pain Cave Academy se posiciona como um ecossistema inteligente de desenvolvimento físico e mental. A proposta integra tecnologia e humanização de forma escalável, voltada a praticantes de triathlon, maratonas e provas de longa distância que buscam equilíbrio entre corpo, mente e propósito. 

O modelo de negócio é baseado em assinaturas e oferece curadoria multidisciplinar, reunindo especialistas como médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e neurocientistas. A plataforma também aposta em comunidade, interação e recursos de gamificação para potencializar a experiência dos usuários. 

Segundo Taís, o ambiente do CRIO foi essencial para a estruturação do negócio. “Conseguimos organizar processos internos, compreender melhor conceitos fundamentais do universo das startups, como inovação, métricas e indicadores, especialmente importantes para quem busca captação de recursos, seja via investimento privado ou editais. Além disso, ganhamos visibilidade”, destaca.

“Com a incubação, temos acesso a mentorias qualificadas e ao direcionamento de empresas que já passaram por desafios semelhantes aos nossos. Isso fortalece ainda mais o desenvolvimento de soluções inovadoras, com alto potencial tecnológico e de escala”, completa.

CRIO como espaço de grandes conexões 

Ao longo dos dois anos, o Centro de Inovação Criciúma se consolidou como um dos principais espaços de encontros estratégicos do Sul catarinense, reunindo diferentes setores em torno de um objetivo comum que é inovar e crescer.

Em 2025, essa vocação ficou ainda mais evidente com a realização de eventos que movimentaram o ecossistema. Entre os destaques está o CRIO Conecta Summit Internacional de Ecossistemas de Inovação, que trouxe para Criciúma especialistas do Brasil e do exterior, promovendo debates sobre internacionalização, políticas públicas e desenvolvimento de talentos.

Outro momento importante foi o Enrichment Experience Road Show, que colocou a transformação digital no centro das discussões, aproximando empresas, setor público e instituições em torno dos desafios e oportunidades da tecnologia.

O espaço também recebeu o Unesc Summit, uma imersão voltada à liderança, inovação e desenvolvimento de negócios, fortalecendo a cultura empreendedora na região.

Além disso, o CRIO já havia sido palco de grandes encontros, como os eventos de Cidades Inteligentes, com a participação de especialistas, e marketing digital com Tiago Tessmam, e iniciativas como o InovaSul: Transformando Setores, que reuniu segmentos como indústria Plástica, Química, Tecnológica, Vestuário e do Turismo em rodadas de negócios e conexões estratégicas.

Eventos como o Startup Summit e a Feira de Inovação também reforçam esse movimento contínuo, aproximando empreendedores, estudantes, empresas e investidores.

Outro destaque é a tradicional Feira de Inovação da Unesc, realizada no CRIO, que aproxima estudantes, pesquisadores e comunidade, estimulando a criação de soluções e o desenvolvimento de novas ideias.

Parcerias que ganham força e se multiplicam

Ao longo dos últimos dois anos, o CRIO também tem consolidado seu papel como um ambiente de conexão, desenvolvimento e fortalecimento do ecossistema de inovação regional, seja por iniciativas próprias ou por meio de programas parceiros.

Para a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel, o CRIO já mostra, na prática, uma mudança importante na região. “A gente percebe uma virada de chave acontecendo. Hoje, temos empresas residentes vivendo esse ambiente, trocando experiências, testando novas tecnologias e crescendo juntas, e ainda há espaço para quem quer chegar e fazer parte disso. O CRIO se tornou esse articulador, que aproxima as pessoas e cria oportunidades de verdade. Muitos encontros que acontecem aqui continuam depois, viram parcerias, projetos. E é isso que mais chama a atenção. Ver as ideias saindo do papel e ganhando vida”, destacou.

Nesse contexto, destaca-se a consolidação do evento anual Conectando Mulheres do Extremo Sul, organizado pelo Hub Unesc Connect, que, em suas duas edições, contabilizou 772 inscrições, evidenciando a relevância da pauta e o engajamento da comunidade.

Paralelamente, por meio de rodadas de negócios, palestras e outras iniciativas realizadas, as comunidades do Hub Unesc Connect, com seus mais de 1.000 integrantes, mobilizaram eventos que promovem trocas qualificadas, geração de oportunidades e o fortalecimento de redes colaborativas.

Um ambiente que evolui junto com o ecossistema

Se a inovação é dinâmica, o espaço que a abriga também precisa ser. Por isso, o CRIO passa por um processo contínuo de modernização.

Entre as melhorias já em andamento estão a revitalização do auditório principal, a implantação do laboratório de prototipagem, a reestruturação da incubadora Itec.in e a implantação de novos espaços voltados à tecnologia, como laboratório de informática e games. O escritório de negócios também será ampliado, acompanhando a crescente demanda.

Além disso, o Centro oferece mil metros quadrados de espaço multiuso para eventos e 110 metros quadrados de coworking, ambientes pensados para estimular colaboração, criatividade e networking.

Expansão

Em pouco tempo, o espaço já se solidifica como um ambiente estratégico para quem busca inovar e transformar projetos em realidade. Entre os números que marcam essa trajetória, estão mais de R$ 10,4 milhões em projetos aprovados pelo Escritório de Projetos, além de R$ 515 mil captados para a realização de eventos. Os recursos viabilizam ações que aproximam empresas, pesquisadores e a comunidade, fortalecendo o ecossistema local.

A programação segue muito ativa em 2026. Em maio, ocorre o Encontro Internacional de Pesquisa e Inovação em Ecossistemas Inteligentes. Já em junho, a proposta “Conexões Globais” volta a reunir empresas e especialistas para discutir oportunidades de cooperação e desenvolvimento tecnológico.

Da ideia ao impacto – jornada completa

O diferencial do CRIO, segundo Elenice, está na atuação completa dentro da jornada de inovação. O Centro acompanha o empreendedor desde a fase inicial até a consolidação no mercado.

“Na pré-incubação, ideias ainda em construção recebem orientação para se tornarem viáveis. Na incubação, startups contam com mentorias, capacitações, infraestrutura e acesso a investidores. Já em estágios mais avançados, a conexão com programas como o Startup SC, do Sebrae, permite acelerar negócios e ampliar mercado”, observou.

Esse modelo, de acordo com Elenice, transforma o CRIO em um verdadeiro ecossistema vivo, no qual cada etapa do desenvolvimento é sustentada por suporte técnico e conexões estratégicas. 

O CRIO, sob a gestão da Unesc, conta ainda com parcerias com o Governo do Estado, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina  (Fapesc); da Rede Catarinense de Centros de Inovação; da Prefeitura de Criciúma; da Associação Empresarial de Criciúma (Acic); e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI).

 


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